terça-feira, 27 de setembro de 2011

Facebook versus o resto

Lembra de quando você era criança e tinha um amigo que jogava bola super bem, aquele sujeito que era acima da média dos coleguinhas e arrebentava no campinho? Falávamos que era o fulano contra o resto, não era? Brincadeiras à parte, tudo que ultimamente leio sobre o Facebook me dá a impressão: ele é um jogador acima da média.

Embora o Ibope, em nota, tenha desmentido a revista IstoÉ Dinheiro sobre o Facebook ter passado o Orkut no país, a revista Super Interessante, da editora Abril, publicou em um de seus blogs dados do Search Engine Journal onde mostra que a “fera” esta ficando muito brava, e é no mundo todo.

A rede do “senhor” Mark Zuckerberg chega a ter em um dia 310 milhões de visitantes únicos. Um número que você pode colocar o Twitter, Flickr, LinkedIn e mais algum outro site no time adversário que mesmo assim o Facebook ainda ganha.

Comparando para ilustrar melhor o tamanho da “encrenca” dos concorrentes: o Brasil tem menos de 200 milhões de habitantes (certos 190.732.694 em 2010). Todos os brasileiros podem acessar o site pelo menos uma vez, e mais metade da população fazer novamente o ato de clicar no Face (nome carinhoso que o site recebeu por aqui) que ainda não dá o numero de acessos diários. Ou seja, é mais que todos os brasileiros clicando pelo menos uma vez e meia por dia no site.

Outro dado que impressiona: com a quantidade de usuários cadastrados, que passa dos 750 milhões, se o Facebook fosse um país ele já seria o terceiro maior do mundo. E com tendência forte de chegar a ser o primeiro. E olha, a "criança" tem apenas 5 anos, com nascimento datado em 2006. E, mesmo tão novo, os números já são de "gente grande".

E aí, quem vai encarar o "jovem craque do campinho global da redes sociais"?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Casa de ferreiro espeto de...

Aqui não! Aqui, funcionou, foi no ferro mesmo!

Como disse em outro texto, onde eu apresentei dois casos que tiveram uma repercussão significativa ao expor seus problemas nas mídias sociais, se não lembra vai lá eu espero! Dessa vez aconteceu comigo, em escala menor, mas vale o relato.

Há umas semanas atrás passei por uns percalços com uma instituição financeira, e após algumas idas e vindas à agência mais próxima, descobri que um erro que já havia sido solucionado quando eu abri a conta, isso em 2003, voltou a me aporrinhar, e a solução, fácil?! Bem eu deveria comparecer pessoalmente a minha agência, que é no centro da cidade, e todos os moradores, ou quem conhece a minha linda cidade de São Paulo, sabe que qualquer saidinha para uma visita, por mais singela que seja, pode levar algumas horas.

Eu como um usuário assíduo dessas “novas armas” achei o perfil da “dita” instituição e taquei-lhe uma mensagem dizendo que me negaria a comparecer pessoalmente a agência por um erro já solucionado que a meu ver seria muito simples de ser resolvido.

Confesso que imaginei que cairia na terra do nunca da internet, porem, para minha surpresa, quase espanto, veio em minutos uma resposta do perfil da "dita" em minha direção: Boa tarde! Podemos ajudar?...
Impressionante? Pois é! Dentro de minutos trocamos alguma mensagens que culminou em uma ligação da parte deles, e o mais impressionante, em um dia recebi uma ligação da minha agência! E querem saber, problema resolvido em três dias! Será que foi recorde?

A lição que ficou, além da sensação de estarmos sendo vigiados, é que as novas relações entre consumidor e fornecedor, só tem a ganhar com essas novas interfaces, basta fazer um bom uso dos dois lados.

É isso! Ate a próxima!

Publicado no Portal do Canal em 10/08/2011, AQUI

Google+...mais o quê?

Você conhece o Google+? Para quem ainda não sabe, no ultimo mês, ainda em fase de testes, o Google lançou o Google+, a sua mais nova ferramenta. E na aparência da "criança", ele guarda muitas semelhanças com o vizinho, o Facebook, e isso não podemos negar.

Compartilhamento da vida real, repensado para a web. Com esse novo mote a empresa tenta correr contra o tempo e voltar ao topo das redes sociais, mesmo dizendo que esse novo "filho" não é uma rede social, e sim uma ferramenta de compartilhamento! Ah, tá, como aquele "banco que não parece banco", ok?!

Com algumas funcionalidades novas e com outras já conhecidas pelo público, a maior novidade está na estrutura da busca. Com o "botãozinho" +1, que vocês já devem ter notado em várias páginas da web, a empresa esta tentando criar o que ela chamou de "busca social".

Se antes a busca era hierarquizada de acordo com algoritmos do Google, agora a empresa garante que quanto mais cliques no botão +1 mais relevante é o assunto e mais ao topo vai ficar.

Veja algumas promessas de funcionalidades - tiradas do próprio site:

Círculos: você compartilha coisas diferentes com pessoas diferentes. Mas compartilhar as coisas certas com as pessoas certas não deveria ser uma complicação. Com os Círculos, fica fácil colocar seus amigos da "balada" em um círculo, seus pais em outro e seu chefe em um círculo só dele, exatamente como na vida real.

Sparks: lembra quando seu avô recortava artigos de jornal e mandava para você? Era tão bom! Isso é, mais ou menos, o que o Sparks faz: procura vídeos e artigos de que você possa gostar para que, em seu tempo livre, você tenha sempre algo para assistir, ler e compartilhar. Seu avô ia gostar.

Hangouts: encontrar com amigos é uma das coisas mais legais de sair por aí. Com o hangouts, os encontros inesperados acontecem na web pela primeira vez. Avise aos amigos que você está on-line e veja quem aparece para um chat por vídeo. Até aperfeiçoarmos o teletransporte, não há nada melhor.

Agora é esperar para ver se o "bicho" pega corpo, e ficar de olho se tudo que esta nos croquis chegará ate a arte final, com toda essas funcionalidades prometidas “rodando redondinhas”. Estarei aqui observando e comentando.

Ahn, e o Google garante que o irmão mais velho do Google+, o Orkut não morreu e não morrerá, permanecerá com atualizações semanais.

É isso e até a próxima!

Publicado no Portal do Canal em 21/07/2011, AQUI

Quem não comunica se "trumbica"

Se você é usuário do Twitter você provavelmente já ouviu falar em Trending Topics, TTbr, TTworld, além de varias outras expressões. Agora se você não está familiarizado com essa onda você praticamente não tem ideia do que se tratam tais afirmações!

E se acrescentarmos, ainda mais termos como: followers, timeline, fail, fake, baleiar, @s, #s, RT, reply... Esquisito, né?

Pois é, hoje o assunto do meu post, como vocês já devem ter percebido é sobre essa nova linguagem, ou melhor, essas novas palavrinhas que sempre aparecem quando algo novo é criado.

Como disse no post “Quem é o pai dessa criança?”, onde eu falava sobre quem deveria mediar as redes sociais, se seria a área de marketing ou a de relações públicas de uma empresa – não lembra vai lá e volta. Agora chamo a atenção sobre a forma que devemos usar a linguagem, o modo de apresentação e ainda quem queremos atingir.

Será que o nosso público esta apto a esse meio de comunicação tão singular e as vezes tão restrito, com tantas particularidades? Será que nossa mensagem está sendo direcionada da melhor forma?

Entendeu? Complexo? Pode ser, e muito! Cabem gírias? Podemos usar a escrita da Internet, aquela das abreviações ao extremo tipo: vc, bj, abs, t+, e assim vai? Depende!

Embora seja difícil balizar aonde chegará nossas ações estratégicas, e na rede isto muitas vezes vai além de onde conseguimos enxergar, essas ações se feitas de uma maneira clara e bem feita trazem muitas vantagens e são extremamente positivas.

Para exemplificar, cabe campanha de vacinação da terceira idade e de recém nascido na Internet? Eu digo que cabe! Por que embora esses dois grupos sejam, ainda, meio alheios a essa tecnologia, eles não estão sozinhos no mundo.

Muitas vezes seu publico pode não ser informado por aqui, pelo computador propriamente dito, porém, a terceira idade tem netos e filhos, que usam essa ferramenta com muito mais voracidade, assim como os recém-nascidos tem pais que se informam por aqui. Então, ao pensar em algo para ser difundido pela Internet, devemos pensar sempre em fazer o mais amplo e abrangente possível no que diz respeito à linguagem para que chegue ao seu devido destinatário!

Para ilustrar melhor esse papo, eu vou linkar - viu como existe um linagujar própro - nossa conversa com um vídeo do humorístico Comedia MTV, da turma do Marcelo Adnet, programa veiculado na MTV Brasil, onde eles criaram uma música usando apenas termos do twitter.



Ah...e eu vou mostrar esse vídeo para a minha mãe, afinal ela gosta tanto ou mais de comedia do que eu! E se ela não entender nada? Eu explico, né?

Ps A frase do título, segundo o Claudio Ferreira, foi proferida - bonito, não - pelo comunicador televisivo Chacrinha, o precursor do Faustão e do Gugu!

Publicado no Portal do Canal em 15/06/2011, AQUI

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Seis graus de separação e a web

Em um post publicado, “Redes sociais, nada ou tudo de novo no front?”, eu falei sobre como surgiu o termo Rede Social, lembra? Pode correr lá pra refrescar a memória. Eu espero...pronto? Hoje vou falar sobre o “Six degrees” ou os “Seis graus de separação” que tem conexões com nosso post citado.

O conceito do “Six degrees” ou “Seis graus de separação” foi criado pelo psicólogo Stanley Milgram em 1967. Ele, na época, constatou por meio de um estudo que uma pessoa está a seis graus de separação de qualquer outra pessoa no mundo. Existe inclusive um filme com esse nome, “Seis Graus de Separação”.

Funciona mais ou menos como em um jogo de tabuleiro e no final do século 20 ganhou notoriedade na então incipiente Internet como “o jogo do Kevin Bacon”, ator hollywoodiano que sempre estava próxima de qualquer outro ator, até mesmo não-norte-americano. Basta jogar o dado ou, no caso, escolher a pessoa correta que tenha mais vínculos, mais conhecidos, que seja mais popular, e você vai estar bem perto do seu alvo, mesmo sendo ele, por exemplo, o Barack Obama, a Xuxa, a Madonna ou, sei lá, um vizinho ou mesmo o atendente da loja de departamentos.

Essa teoria é facilmente percebida nas redes sociais on line. Embora tenha sido desenhada e estudada no mundo off line, varias redes sociais foram caracterizadas sobre esse conceito, ou pelo menos elas acabaram se tornando algo muito semelhante a ela. Dividindo a sociedade em camadas que se convergem em algum ponto em comum, ligando assim o mundo todo em uma grande teia. Foi ela, por exemplo, que serviu para o turco Orkut Büyükkökten, então um obscuro funcionário do Google, a criar o fenômeno social – pelo menos no Brasil – que leva o seu nome em 2004.

Quer fazer o teste dos “seis graus”? Faça e depois nos conte como foi!

Publicado no Portal do Canal em 01/06/2011, AQUI

Depois das compras coletivas, o social commerce

Você está nas redes sociais? Gosta de comprar on line? Receber informações sobre produtos e serviços? Gosta de compartilhar ou apenas indicar produtos e serviços com os quais você teve uma boa experiência? Sim? Não? Pois fique sabendo que essa é a nova ferramenta das empresas para alavancar as vendas de seus produtos.

Segundo pesquisa divulgada pela consultoria Booz & Company, as vendas nas redes sociais, nesse ano, devem fechar em U$ 5 bilhões, e isso é só o começo. O mesmo documento indica que esse número deve aumentar e muito. Já no próximo ano esse valor deve dobrar e a estimativa é que em 2015 chegue aos U$ 30 bilhões.

Essa novidade vem recebendo o nome de “social commerce” e vem na onda dos já estabelecidos sites de compras coletivas, que saíram de poucos no início de 2010 aos milhares no final do ano no Brasil.

Por aqui, o “social commerce” ainda é bem tímido, mas existe muita esperança de que o novo negócio caia no gosto do povo brasileiro, que não é necessário dizer o quanto gosta da modalidade e gasta tempo e dinheiro com a rede.

O lance aqui está em como as empresas deverão se atualizar para não perder essa nova possibilidade! Afinal, se essa ferramenta for bem usada, ela tem possibilidades exorbitantes para a publicidade. Especialmente a publicidade espontânea, aquela que o cliente faz por conta própria apenas por ter sido bem atendido ou por se identificar ou por N outros motivos como o produto, marca...marketing que é considerado, por muitos publicitários, como uma das melhores formas de se obter propaganda.

Imaginem, por exemplo, uma compra monitorada pelo facebook com todos os contatos do seu cliente compartilhando a experiência, no qual todos eles terão como saber se a entrega do serviço ou produto foi realmente satisfatória. Uma oportunidade que tem seus riscos, mas que ainda assim é uma oportunidade.

Bom, a novidade está chegando por aqui e eu vou ficar de olho, será que vai pegar?

Publicado no Portal do Canal em 11/05/2011 , AQUI

Redes sociais, nada ou tudo de novo no front?

Você acredita que a ideia de rede social é algo novo? Sim e não! O termo é tão ou mais antigo que a própria Internet. Pois é, pode até parecer esquisito, mas vamos fazer uma breve viagem no tempo para explicar um pouco mais sobre a gênese das redes sociais.

A Internet nasceu em 1969 e no começo ela foi batizada como ARPANET sigla para Advanced Research Projects Administration. Essa nova forma de comunicação foi desenvolvida pela Administração de Projetos de Pesquisa Avançados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e tinha a finalidade de ligar tecnologicamente a comunidade científica, mesmo que separadas fisicamente. E por isso ela é considerada a precursora da Internet.

Já a ideia de rede social, foi usada pela primeira vez em 1954, na sociologia, por J. A. Barnes, ou seja, 15 anos antes dos primórdios da famosa Internet. O termo não tinha muita coisa de diferente da forma como é usada hoje, porém, vale lembrar, que nessa época o sua definição era relacionada ao mundo real ou como chamamos atualmente: o off-line.

Barnes, e depois alguns outros teóricos que também vieram a usar o termo, queriam demonstrar e defendiam que os laços da sociedade da época se caracterizam mais pelas suas relações pessoais e interesses, do que por outros atributos como gênero, idade e classe social.

Eles (os teóricos) explicavam esse fenômeno mostrando que existiam laços fortes e fracos e verdadeiros “buracos” estruturais entre as pessoas, que sendo assim, não podiam se comunicar entre si, mas apenas por intermédio de um terceiro, construindo uma forma de rede. E hoje essa rede já não é formada apenas por pessoas, o que é um fato!

Com a Internet conseguimos nos relacionar das formas mais diversas, porém, não esqueçam, embora vivamos em um tempo diferente da época de Barnes – na qual tudo era off-line e hoje tudo é online – um “detalhe” não mudou. Do outro lado, na outra ponta, ainda existem o elemento das pessoas, que buscam suas relações hoje assim como em meados do século XX, guiados pela afinidade principalmente.

Publicado no Portal do Canal em 28/04/2011, AQUI

Trate bem o seu cliente, senão...

A coisa pode ficar feia, e tomar proporções assustadoras. E isso não é uma ameaça e sim a pura realidade! Uma lição que muitas corporações já aprenderam e que muitas empresas do mundo de vendas indiretas precisam entender.

Problemas com produtos ou serviços ofertados sempre existiram e sempre existirão. É um fato! Porém, hoje com a Internet e as redes sociais esse corriqueiro e indesejado problema, se não for tratado da melhor forma, deixa o âmbito pessoal e ganha o mundo, mesmo que virtualmente.

Os consumidores sabem que realizar um chamado ou reclamação e ouvir o famoso “você pode anotar o numero do seu protocolo”, não é uma garantia de solução. Alguns casos demoram horas, dias, meses, anos e até mesmo ficam sem resolução. Hoje, já não precisa mais ser assim.

Há uma avalanche de casos na Internet sobre pessoas que tiveram problemas com algum fabricante ou prestador de serviços que ao não ver a solução, conseguiram, por meio da rede, atingir um grande número de pessoas e causar muito incômodo para os executivos.

Para ilustrar, aqui vão dois exemplos de clientes que se valeram dessas ferramentas e ficaram famosos nesses últimos dias com repercussão na grande mídia. Daniely Argenton (que criou o site: meucarrofalha.com.br) e Oswaldo Borreli (twitter: @oboreli), tiveram, respectivamente, problemas com a Renault e a Brastemp. Atualmente, os dois já estão com as diferenças resolvidas, porém se tornaram quase que “guardiões dos consumidores”.

Muitos usuários de ferramentas como Twitter, Facebook e Youtube pedem conselhos e ajuda na divulgação de novos problemas. Clique nos links para você saber mais, caso não tenha tomado conhecimento sobre esses assuntos.

Como disse no começo desse texto: problemas com produtos sempre existiram e sempre existirão, entretanto, a relação entre consumidores e empresas não é mais como antigamente, o desfecho de um primeiro contato mal resolvido pode ser muito problemático. Mais até do que uma simples operação de troca ou reparo.

Trazendo o assunto para a área de canais, são muitos os casos nos quais os fabricantes que não tem operação no país oferecem atendimento e suporte ao cliente por meio de distribuidores ou revendedores. Nesse caso fica mais difícil uma empresa falar por outra, ter um discurso unificado ou ainda trazer a solução satisfatória ao cliente, mas, não é impossível, então fica a dica: não economize esforços para fazer o melhor possível no atendimento a seus clientes.

E, lembre-se, nas redes sociais não existem limites! Pense nisso!

É isso!

Publicado no Portal do Canal em 31/03/2011, AQUI

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quem é o pai dessa criança?

Hoje vou falar sobre a questão da mediação nas redes sociais. As redes sociais, como todos sabem, são um ambiente aberto e muito propício para relacionamentos, para promoções, para divulgações...e assim por diante. E isto pode ser de uma marca, um conteúdo ou mesmo para o publico em geral.

Venho desde julho do ano passado acompanhando as formas com as quais os canais desempenham esse papel de divulgação nas redes e quando pergunto no titulo do post quero chamar a atenção para um fato muito comum que acontece em vários perfis institucionais. Existe um conflito aberto entre as áreas de marketing e de relações publicas das empresas, afinal, quem deve desempenhar o papel de “mediador” das redes sociais?

Vocês já se deram conta do que pode integrar uma rede social, quem pode estar lá? Imaginaram o tamanho da “teia” que se forma e os tipos de relações: empresa e seus clientes, empresa com seus fornecedores, empresa com seus funcionários, e ainda com a concorrência. Tudo isso faz parte de um mesmo bolo, em um mesmo meio de comunicação. Complicado, não?

Por isso a mediação de redes sociais, ou seja, definir quem, como, quando e de que forma responder, se “mover” ou interagir nas redes sociais é algo extremamente importante, além de ser um tema complexo. Como dissemos: é difícil definir quem deve ser o “pai dessa criança” ou o responsável por esse posicionamento!

O que podemos tomar como lição é que esse posicionamento deve ser feito com cautela e por meio de passos que devem ser muito bem pensados. No final e afinal, o bom senso é que deve prevalecer!

O assunto ainda rende mais alguns post, então vou parar por aqui. Continuamos com as relações na mídia social em outros posts.

É isso, abraços e até a próxima!

publicado no Portal do Canal em 17/03/2011, AQUI

Do "Pense Bem" às redes sociais

Olá pessoal! Eu sou o Tomas Lombardi e a partir de hoje estarei nessa nova área dentro do Portal do Canal trazendo opinião, números e curiosidades sobre as redes sociais, procurando levantar temas para discussão sobre como esse novo modo das empresas se comunicarem se reflete no mercado de vendas indiretas. E vamos falar também sobre Internet.

Para se ter uma ideia da abrangência das redes sociais, dos 81 milhões de internautas brasileiros, algo como 85% deles ou 68.850 milhões são usuários das redes. E todos os analistas comprovam que o brasileiro gosta de se expressar e de navegar neles.

Mas, para início de conversa e não parecer mal educado neste nosso primeiro encontro, deixe eu me apresentar melhor. Sou da geração Y e isso tem muita relação com as redes sociais e com a Internet, afinal sou um nativo da rede, crescendo junto com ela.

Como definido pela Vania Ihara, também colunista do Portal, em seu artigo "Mobilidade e a geração Y": “A geração Y é formada por jovens nascidos entre 1983 e 1994 e que, no momento em que a Internet surgiu, ainda eram bebê, crianças ou, no máximo, pré-adolescentes”.

Isso mesmo, meu primeiro contato com tecnologia, que eu me lembre, foi o que gerou o titulo desse primeiro post, o Pense Bem. Vocês se lembram? Era um brinquedo que tinha uma interação bem legal com a criançada – da época, claro. Hoje, as crianças atuais provavelmente o achariam bobo com suas “musiquinhas”, mas é como começou a minha relação com a tecnologia. Dali para o primeiro computador e por aí vai..

Já passados bons 20 anos da época do Pense Bem e atuando no contato do Portal do Canal com as redes sociais desde julho do ano passado, tive a oportunidade de acompanhar o movimento dos canais nessas redes. A partir dessa experiência é que falarei das relações e formas de comunicação entre as empresas, especialmente as de tecnologia e os canais de vendas indiretas, e seus parceiros e mesmo junto ao consumidor final.

Gostaria de agradecer a oportunidade, espero poder ajudar a todos e conto com vocês para que esse blog tenha muita vida, mesmo que virtualmente. Fiquem a vontade para questionar, sugerir, reclamar, opinar etc, certo?

publicado no Portal do Canal em 02/03/2011, AQUI

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Benefícios ao bom pagador?

Embora ainda confuso, projeto de lei passou pelo Senado e aguarda sanção do presidente Lula

Projeto para beneficiar quem paga suas contas em dia foi aprovado pelo Senado. Com o cadastro, o governo espera desonerar a carga dos juros, tão alta, praticadas pelas instituições financeiras que usam a inadimplência para justificar o abuso.

Ainda não está claro como será a implementação, pois o projeto não diz como deve ocorrer o cadastro, apenas que cabe ao consumidor informar aos sistemas de proteção de crédito as características e o cumprimento das obrigações assumidas.

O governo diz que a regulamentação do cadastro, ainda sem data definida, uma vez que não há consenso sobre todos os pontos, será feita por meio de decreto ou medida provisória.

publicado no Portal do Canal em 10/12/2010, AQUI

Volume de venda sobe, mas o faturamento não

Guerra entre os fabricantes de computadores faz o preço cair e quem ganha é o consumidor

O jornal Folha de São Paulo publicou, em matéria intitulada “Indústria de PCs vive guerra de preços” do dia 09/12/10, um levantamento da consultoria IT Data que mostra a diferença entre o aumento das vendas de PCs e o faturamento.

A pesquisa mostra que o aumento elevará o número de máquinas vendidas para 13,5 milhões, alta de 20% se comparado ao ano de 2009. No lado do faturamento a consultoria diz que chegará a R$ 20 bilhões, aumento de 4% comparando ao ano anterior.

O vilão, segundo apontam os especialistas, pode estar na entrada da marca Acer, que atua principalmente no mercado de notebooks, que forçou a queda das margens em aproximadamente 67%. "Há uma busca desenfreada por consumidores, o que exagerou a competição", diz Helio Rotenberg, presidente da Positivo Informática.

Já para Pedro Luiz Roccato da consultoria Direct Channel o cenário pode ficar ainda pior para os fabricantes com a entrada de um novo competidor nessa briga: “Essa tendência de achatamento das margens e aumento da competitividade será ainda mais intensificado com a proximidade de preços praticados entre netbooks e notebooks, além do novo personagem nesse cenário que acaba de chegar às lojas: o i-Pad o tablet da Apple".

Agora, nessa briga, a vez é dos consumidores, cabe a eles decidir além da marca qual o modelo mais lhe agrada: o consolidado PC, o guerreiro Notebook, o sobrevivente Netbook ou o novo, que se mostra, bom de briga Tablet.

publicado no Portal do Canal em 10/12/201, AQUI

sábado, 21 de novembro de 2009

JORNALISMO ROCK trailer Pronto



Pronto acabou. Ja falei sobre o asunto em uma postagem anterior.

Foram quase seis meses de gravação com seis entrevistados:
-profº Joarez Xavier, Jornalista, Doutor em comunicação social
-profº João Lindolfo Neto, Antropólogo, Doutor em antropologia
-Bento Araujo, Jornalista, editor da revista Poeira Zine
-Marcos Fillipe o Diet, Jornalista, editor da revista Comando Rock
-Fabio Masari, Jonalista e Radialista
-Kd Vinil, Jornalista, Radialista e Cantor

Alguns não puderam nos ajudar, porém os que se propuseram fizeram além das expectativas. E gostaria de aqui agradecer a disponibilidade de todos que nos ajudaram muito nesse projeto. Conseguimos um material muito vasto e rico.

O grande trabalho foi transformar quase seis horas de gravações em vinte e cinco minutos, levamos cerca de um mês para editar e finalizar a edição, usamos na trilha sonora por volta de 70 trechos de classicos do rock mundial.

Conhecemos nomes que nunca ouvimos falar e que foi extremamente importante para a prática do jornalismo especializado em rock no Brasil.

É isso mais uma fase se passou e ai esta um trecho desse documentário:

terça-feira, 26 de maio de 2009

Quando reduzir o estômago é o fim da linha.

40 kilos a mais do peso considerado ideal atrapalha o dia a dia de qualquer pessoa.

A professora Ana Claudia Rocha de 28 anos sabe bem disso e relembra alguns episódios dessa fase da vida que ela deixou para trás após ter feito a gastroplastia, cirurgia popularmente conhecida como a redução do estomago, há quase três anos ela pesava 105 kilos e sofria de hipertensão arterial, foi aí que seu cardiologista indicou que ela procurasse um endocrinologista, pois o sucesso do tratamento só viria com a perda de peso.

Além dos problemas de saúde ocasionados pelo peso, Ana enfrentou um outro vilão: o preconceito, para Ana as pessoas se importavam mais com sua aparência do que ela própria, e comenta sobre algumas loucuras que já fez para reduzir peso: “a maior loucura que eu fiz foi quando eu tinha 14 anos apenas e minha mãe me levou em um endócrino e ele me passou remédio de faixa preta, tinha vez q eu tomava até remédio sem receita médica, tomei sibutramina e alguns ansiolídicos sem necessidades, os médicos dizem que essa medicação pode até causar depressão, eu cheguei a ter alguns episódios de depressão e um médico me disse que pode ter sido pela ingestão desse medicamentos".

A gastroplastia popularmente conhecida como a redução do estômago é uma cirurgia indicada para pessoas que sofrem de uma doença bem conhecida pelos brasileiros, a obesidade. A obesidade é dividida em graus e definida conforme o seu IMC, o índice de massa corpórea. Para obter o seu IMC você deve calcular primeiro a sua altura ao quadrado e dividir o seu peso pelo valor obtido do calculo anterior (IMC = alt²/peso), exemplo para o calculo de uma pessoa que tem 1,80 de altura e pese 80Kg: 1,80m x 1,80m = 3,24 e depois 80Kg/3,24 = 24,69, o número resultante dessa equação é o valor do seu IMC, portanto no exemplo essa pessoa teria um IMC de 24.

A cirurgia bariatrica é indicada apenas para as pessoas que apresentam os casos mais severos da doença, ou seja os casos mórbido e grave. O obeso considerado mórbido é aquele com o IMC acima dos 40, e o que têm a obesidade considerada grave é aquele com o IMC acima dos 35 e que ainda é portador de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial. A nutricionista Cynthia Pimenta ressalta que nem todos devem receber a indicação da cirurgia,“não é qualquer pessoa que chega aqui e diz quero emagrecer quero fazer aquela cirurgia , não é qualquer pessoa que se tem essa indicação para a cirurgia”.

Quando o paciente é submetido à cirurgia é esperada uma redução de peso que pode variar de 40% até 60% de seu peso inicial, vale lembrar que com a rápida perda de peso alguns problemas de saúde podem surgir, Nesse caso, o acompanhamento médico após a cirurgia é tão ou mais importante que o momento que antecede a cirurgia o alerta vem da endocrinologista Dra. Haladia Simião: “continua com a nutricionista, com psicóloga, com endócrino, devido que além de não ter a absorção de carboidrato, de gordura, pode também as vezes não absorver nutrientes como ferro, vitamina d e corre o risco de ter uma anemia, baixar a imunidade e de ter uma descalcificação de ossos”.

Nos primeiros dias após a cirurgia Ana Claudia chegou a se arrepender pois sentia fortes dores devido aos pontos da cirurgia e o dreno que é colocado logo após a cirurgia causava muito incomodo. Hoje, quase 3 anos depois, ela diz que os benefícios obtidos com a cirurgia anularam qualquer dor ou mal estar das primeiras semanas: “bem eu perdi 41 kilos, hoje eu vivo como uma pessoa normal, que infelizmente o gordo não é taxado como normal, pra mim melhorou tudo, com relação a trabalho eu me sinto mais disposta, a minha alto estima melhorou eu acho que tudo isso influenciou e ajudou em muito pra mim. Com o passar do tempo eu percebi que era a única solução que tinha e se eu não tivesse me submetido a cirurgia talvez não sei se aqui falando com você, na situação que eu tava chegando, então o meu arrependimento foi muito pouco, na primeira semana onde eu sofri muito, depois que eu comecei a ver os benefícios comecei a me sentir melhor", e se despede recomendando a cirurgia aos que sofrem com a obesidade: "não me arrependo, faria de novo e recomendo pra quem for preciso".

História do jornalismo de rock no Brasil é resgatada por universitários

por Virginia Delfino

foto: Giovana Delfino

Estudantes do curso de jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul retratarão a trajetória da cobertura do rock no Brasil em um vídeo-documentário. Ao iniciar as pesquisas para um trabalho de conclusão de curso, os alunos Virgínia Delfino (23) e Tomás Lombardi (23) notaram que este tema ainda não possuía documentos: “Não encontramos nada focado na história do jornalismo especializado em rock no Brasil, por isso decidimos fazer essa pesquisa e registrá-la por meio de um vídeo-documentário”, explica Lombardi.


A proposta da dupla é entrevistar jornalistas e roqueiros que participaram desse movimento e reunir seus depoimentos e imagens de arquivo. O projeto foi bem recebido pelos professores: “O mérito do trabalho é a inovação, pois não existem pesquisas sobre o fazer jornalismo especializado em rock.”, comenta Flávia Serralvo, professora do curso de jornalismo.


Os alunos contaram com a colaboração da jornalista Patrícia Rocco para a construção do pré-projeto do TCC. “Participei dessa história nos anos 90 como leitora e não como jornalista, por isso minha contribuição é isenta”, afirma Rocco.


O documentário será finalizado em outubro deste ano, mas os alunos já fazem planos para essa proposta: “Queremos levar esse projeto adiante e transformá-lo em um longa-metragem e quem sabe escrever um livro”, diz Delfino.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cemitérios podem influenciar o meio ambiente e a saúde pública

por Virginia Delfino e Tomás Lombardi



“Todo cemitério é uma fonte potencial de poluição do subsolo”, diz o professor e geólogo Lezíro Marques Silva, ex-técnico da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e um dos pioneiros a estudar – em âmbitos nacional e internacional - os impactos ambientais causados pela emanação de substâncias oriundas da decomposição do corpo humano.

Pesquisador do assunto há 38 anos, Lezíro e a equipe da qual faz parte, vêem se dedicando a entender os malefícios que os cemitérios construídos sem prévio estudo do solo podem causar ao meio ambiente. “Devemos ficar atentos para uma série de fatores para a construção de um cemitério: deve ser feito um estudo hidrogeoambiental da área em que ele será construído para verificar se o solo tem condição de decompor o cadáver, se há hipótese de poluição do lençol freático da região e ainda se não causará poluição aérea devido à emissão de gases”, alerta Silva.

A curiosidade sobre os processos que norteiam a decomposição de cadáveres e, em especial como este fato interage com o meio, foram seus pontos de partida. Dentre muitas indagações, o professor buscava entender se havia relação de contaminação do solo com as cargas tóxicas que os corpos em decomposição emitem e quais os riscos para a população – principalmente às comunidades que vivem próximas a cemitérios.

Ao estudar o passo a passo do processo de decomposição do corpo humano, o professor e sua equipe constataram que os cadáveres produzem gases mortuários e um líquido chamado necrochorume (neologismo criado para designar o líquido diluente cadavérico), que podem contaminar o meio ambiente se não forem tratados de maneira adequada. Além disso, devido às condições inadequadas do solo e do clima, podem ocorrer fenômenos de conservação e os cadáveres não de decompõe totalmente.

De acordo com o Código Sanitário do Estado de São Paulo as exumações devem ser feitas após três anos do sepultamento e caso a decomposição não esteja finalizada um novo sepultamento é efetuado por mais dois anos. Ao final de cinco anos não está previsto o que fazer após a segunda exumação, caso o cadáver permaneça preservado. Essa e outras normas que regulamentam a construção e operação de cemitérios não são suficientes para conter os poluentes.




A pesquisa - Um corpo humano de 70 kg, por exemplo, demora três anos e meio para se decompor. No primeiro mês de enterrado ele produz aproximadamente 24 litros de gases e nos próximos seis meses 30 litros de necrochorume, que é composto por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas biodegradáveis, que carregam vírus e bactérias, dentre outros microorganismos. Nessa porcentagem de substâncias biodegradáveis existem duas que se destacam: a cadaverina e putrescina, que são extremamente solúveis em água, e se entram em contato com o lençol freático formam uma pluma de poluição e o contamina.

Além do processo natural de decomposição, existem também alguns fenômenos de conservação, por processos biológicos ou físico-químicos, que podem ocorrer nos corpos sepultados em solos arenosos, argilosos, úmidos e em clima extremamente quente. Nesses casos, os cadáveres permanecem preservados e podem causar conseqüências diretas e incisivas nos aspectos hidrogeológico, geoambientais e geossanitários, pois quando os corpos não sofrem a decomposição completa, os vírus e microorganismos infectantes permanecem ativos.


Condições adequadas de Sepultamento

Segundo o Prof. Lezíro, a cremação do corpo humano é a maneira mais eficaz para eliminar todas as substâncias que poderiam contaminar o meio ambiente. No entanto, quando ocorre o sepultamento, algumas medidas devem ser tomadas para que não haja riscos de contaminação.

O ideal é manter o necrochorume, substância que traz maior perigo para o meio ambiente, dentro dos túmulos para a secagem a fim de evitar a infiltração no solo e posteriormente no lençol freático. Isto é conseguido facilmente com a implantação de lajes no fundo das sepulturas para que haja a contenção do líquido. Nos casos em que as condições geoambientais e de clima não são adequadas para decompor o corpo humano, pode ser feita a utilização de substâncias que propiciem e acelerem o processo de decomposição dos cadáveres e que ainda neutralizem as substâncias emanadas por eles.

Os cemitérios são, potencialmente, empreendimentos de risco ambiental, porém, não são todos vilões do meio ambiente. No caso dos cemitérios públicos da cidade de São Paulo aproximadamente 75% se encontram com problemas, devido a condições inadequadas de sepultamento. Já os cemitérios particulares se preocupam em atender as condições adequadas, como a seleção do local e a implementação de técnicas operacionais que garantam a não contaminação do meio ambiente.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Entrevista com Jotta Santana

José Santana Verner Rodrigues, mais conhecido como Jotta Santana, começou sua carreira jornalística aos 17 anos em jornais escolares na cidade de Itapeva, município do interior do estado de São Paulo localizada na região de Sorocaba, onde vivem cerca de 90 mil pessoas.
Trabalhou alguns anos com publicidade, passou por diversas redações como Folha de São Paulo, Notícias Populares, entre outras revista de porte nacional; está na imprensa paulistana desde 1978.
Nessa entrevista Jotta nos conta sobre sua carreira, sobre o passado e o futuro do jornalismo, sobre seu blog e como é o seu trabalho hoje em dia aos 59 anos de idade e o que ele pensa a respeito da obrigatoriedade do diploma e sobre premiação a jornalistas.

TomateemAção: Trabalha desde quando com jornalismo?
Jotta Santana: Desde 1965, em jornais escolares e num jornal do interior chamado Jornal de Itapeva, cidade onde nasci. Em São Paulo, trabalho na imprensa desde 1978. Entre 1970 e 1978 fui redator de várias agências de publicidade.
TomateemAção: Quais as empresas jornalísticas que você já trabalhou?
Jotta: Notícias Populares, Revista Homem, Revista Prive, Revista Status, Revista Motocross / Motosport, Revista Bicisport, Folha de São Paulo, Revista Fluir, Revista 2 Rodas, Revista CD_Rom Sexy, Revista Platina, Jornal Paulista de Surf, Revista Guitar Player, Revista Modern Drummer, Revista Dirt Action, Revista Motoaction, Manual do Churrasco, Churrasco & Cia, Up Gospel.

TomateemAção: Como é a profissão do jornalista hoje?
Jotta: Bom, acho que é como sempre foi, uma profissão que exige muita dedicação, vocação, atualização e principalmente curiosidade. Sem curiosidade no sangue, ninguém é jornalista. Os espaços estão ficando mais restritos, mas o leque de meios de comunicação está se ampliando. As assessorias de imprensa, hoje, representam uma nova opção de trabalho especializado. A concorrência talvez esteja mais acirrada por causa do volume de novos jornalistas todos os anos em busca do seu lugar ao sol. Mas, um profissional realmente integrado com o seu tempo e atento ao desenvolvimento técnico da produção de jornais, revistas e noticiários de rádio e tv, sempre encontrará espaço para desenvolver o seu trabalho.

TomateemAção: O jornalismo mudou muito de quando você começou a trabalhar?
Jotta: Não mudou nada. Continua sendo uma profissão movida à emoção. Mudou tecnicamente. Antes a gente escrevia com máquinas Olivetti Lexicon 80 em laudas que colávamos umas nas outras formando um rolo quilométrico pra não perder a sequência. Hoje, na tela do computador, só erra e manda errado quem quer. Mudou pra melhor, muito melhor!

TomateemAção: Qual o futuro do Jornalismo na sua opinião?
Jotta: Vai continuar sendo uma profissão de pessoas sensíveis e com capacidade de ser um vetor de idéias e informações, e um analista e testemunha dos acontecimentos do mundo à sua volta. Uma atividade fascinante em todos os aspectos. A tela branca do computador será sempre um desafio diário e irresistível.

TomateemAção: O que acha do jornalismo eletrônico como os blogs e jornais on line?
Jotta: Um segmento que veio pra ficar e que significa a versão mais atualizada da comunicação, porque é imediata como o rádio e a televisão. Transmite idéias e informações praticamente em tempo real. Eu mesmo, além do trabalho nas revistas, faço a atualização de conteúdo do site da Revista Motoaction e mantenho um blog com atualização diária chamado Motocando – A Vida Sobre Duas Rodas. Jornalismo eletrônico não é o futuro. É o presente.
TomateemAção: Qual a sua opinião sobre a obrigatoriedade do diploma no exercício do jornalismo?
Jotta: Eu tenho meu registro de Mtb por exercício da profissão. Sinceramente, acho relativo. A obrigatoriedade do diploma forçou o aparecimento de uma infinidade de cursos e a qualidade do ensino não acompanhou o ritmo. Só isso.

TomateemAção: Sobre premiação para jornalistas como: Prêmio Abril, Comunique-se, Wladimir Herzog. Qual sua opinião?
Jotta: Toda premiação é um reconhecimento ao talento do premiado!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Entre ódios e amores na Rua tudo acontece.

Crianças crescem. Aprendem a andar, brincar, caem, se machucam, vêm os primeiros acidentes ainda pequeninos, ralados, machucados e o chororô, aprendem a encarar a dificuldade, essa fase é importante, pois sempre se levantam após a queda e vão crescendo, crescendo... E as ruas assistindo.

Depois mais maduros, mas nem tanto, aprendem a correr: correr para chegar ao destino, ao trabalho, ao encontro, correm do patrão que chateia, do amigo que aborrece, das broncas da mãe, das brigas quando namorando, dos problemas existenciais; o relógio passa a ser inimigo, o tempo já não espera, as tardes na rua que eram maravilhosas começam a ser cada vez mais escassa e rara, essa mesma rua já não o reconhece, seu sangue que não rara as vezes a melava pelos seus pequeninos acidentes é trocado pelo suor, suor dessa temida correria que a rua apenas assiste em silêncio, e o único sangue que a suja hoje já não é apenas uma lição do aprendizado dos primeiros anos de vida, agora se há sangue, a coisa foi feia: - será que está vivo?

Feliz é a rua.

Depois envelhecem, adoecem, enlouquecem, entristecem, emburrecem, formam-se, e a rua assiste. Uma conversa estranha surge perante a memória que se atrapalha na cabeça, já não tem colunas eretas, cabelo vira superficial, visão embaça. E o que persiste além das crises de reumatismo? A rua, essa está sempre ali.

Feliz é a rua.

E essas ruas que durante anos viu, empurrou, boicotou, ajudou, machucou, agora eternizam os homens que não só emprestam seus nomes para serem homenageados, mas sim se fundem em um laço mais que fraterno, e têm grande importância para os novos homens que virão a viver seus maiores ódios e amores nessa Rua.

Feliz é esse homem.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Mundo da "Música"

Música independente tá!!!
Achei hoje essa entrevista feita com Alyand Mielle, baixista da banda Dead Fish, feita por Heitor Lima do site PunkNet, onde ele fala de um novo projeto com bandas independentes.
Estou colocando essa entrevista aqui por condizer bastante com que penso à respeito de como anda o "cenário" hoje.
Ele deu mais enfoque para o Hard Core, mas creio que isso aconteça hoje nos mais diversos mundos da música underground, como ele disse tem muito picareta e aproveitador nesse meio.
Vale a pena ler e ver o que ele está fazendo para melhorar essa característica do independente: o amadorismo.
E ver como andam os projetos dele.
leia aqui a entrevista

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Tomates em Ação

Mudanças sempre são bem vindas.
Um dia cheguei pra comprar um artigo em uma loja, porém como de praxe com a minha pessoa: -Acabou só em uma outra loja, -Tudo bem vou até lá reserva pra mim, -Fulana o cliente (disse meu nome) está indo ai retirar...
Chegando lá me dirijo ao caixa: - Ah eu vim retirar o tal... que a menina ligou e pediu pra reservar... - Ah está separado aqui, pronto.
E pra minha emoção adivinhe como estava escrito o meu nome no bilhete escrito pela tal garota responsável pelo caixa da tal loja?
TOMATE...
É não da pra negar ou eu tenho cara de tomate ou meu nome é um tanto quanto parecido com tal fruta, legume, vegetal sei lá mais o que.
Pois bem resolvi adotar esse apelido, que me persegue por quase toda vida, no mundo virtual, e como ja faz mais de dois meses que eu nada escrevo para tal finalidade, aqui está, o Já que é pra Fazer Vamos Fazer Bem Feito foi re batizado.
Nasce o TOMATE EM AÇÃO.